Não se pode generalizar esta situação a todos os profissionais de saúde do país, pois sabe-se que a maioria prima pela ética e o bom profissionalismo. Mas o facto é que a violência obstétrica ainda é uma realidade enfrentada pelas gestantes em Cabo Verde, e são várias as histórias contadas na primeira pessoa por cidadãs que vivenciaram momentos traumatizantes nas maternidades. Hoje não se trata de um assunto considerado de tabu ou arquivado em gavetas, pois são muitas as vozes que falam na mudança de atitude com assunção de novas políticas no setor da saúde, a nível cultural, educativa e de cidadania, para evitar que o período gestacional, que é um momento único na vida de uma mulher se transforma em trauma.
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